A Vivo anunciou na segunda-feira (26) o Vivo Satélite, serviço que liga celulares compatíveis diretamente aos satélites da Starlink quando o aparelho fica sem sinal da rede móvel comum. A operadora diz que a cobertura alcança todo o território brasileiro, e o serviço começa gratuito por um período.
Como funciona
Na prática, os satélites da Starlink Mobile, divisão da SpaceX para conexão direta com celulares, funcionam como uma extensão da rede da Vivo. Quando um aparelho compatível sai da área das torres, ele se conecta sozinho ao satélite, desde que haja visão do céu. Não é preciso antena, aplicativo extra ou troca de chip.
O que dá para fazer
No lançamento, o serviço é limitado a recursos e aplicativos selecionados. Os veículos descrevem a lista de formas um pouco diferentes: enviar e receber mensagens e acessar mapas aparecem em todos os relatos. A Oficina da Net cita WhatsApp, Google Maps e Apple Mapas, e o Data Center Dynamics menciona também chamadas pelo aplicativo. Como a lista pode mudar, vale conferir a página oficial da Vivo.
Quem pode usar e quanto custa

O serviço é gratuito por 12 meses para pessoas físicas e por três meses para empresas. A oferta não inclui terminais M2M, que terão pacotes específicos.
Os planos incluídos são Pós, Total, Controle (os de mensalidade acima de R$ 40, segundo a Oficina da Net), Lite e Pré, neste caso com recargas de pelo menos R$ 30. A Vivo não divulgou o preço depois da fase gratuita.
Quais celulares funcionam
A conexão só funciona nos aparelhos da lista de compatibilidade da Vivo, e ter 4G ou 5G não basta. Entre os modelos citados como exemplo estão o iPhone 17, o Galaxy S26, o Galaxy A27 e o Motorola Edge 70. A própria operadora avisa que alguns aparelhos podem não funcionar mesmo com as frequências certas, porque dependem de atualização do fabricante.
Por que o serviço vem da Vivo, e não da Starlink

A Starlink não pode vender esse serviço direto ao consumidor no Brasil: ela precisa de uma operadora parceira, cujas frequências são usadas na conexão. A Anatel autorizou a parceria com a Vivo com validade até 2029 e, poucas semanas antes do lançamento, aprovou 15 MHz + 15 MHz na banda S para a Starlink aplicar a tecnologia.
Segundo o Data Center Dynamics, a segunda geração, com voz, SMS e banda larga direto por satélite, depende de satélites que devem começar a ser instalados em 2027. O site Tekimobile aponta que TIM e Claro apostam em outros caminhos de satélite.
Vale a pena?
Para quem pega estrada, vive ou viaja por áreas rurais e regiões remotas, uma forma de mandar mensagem e abrir um mapa sem sinal é útil. O serviço, porém, não é internet para ver vídeos, e o início é limitado. Antes de contar com ele em uma viagem, confira se o seu aparelho está na lista e teste a conexão.
FONTES: https://teletime.com.br/26/10/2026/vivo-parceria-starlink-vivo-satelite/


