Da Costa Rica, que aboliu as Forças Armadas em 1948, a ilhas do Pacífico protegidas por aliados, esses países trocaram tanques por polícia, guarda costeira e tratados internacionais.
Em dezembro de 1948, recém-saído de uma guerra civil, o presidente da Costa Rica, José Figueres Ferrer, anunciou o fim do exército do país. Mais de 75 anos depois, a decisão segue na Constituição, e o 1º de dezembro virou feriado nacional.
A Costa Rica não está sozinha. Cerca de 20 países soberanos vivem hoje sem exército permanente. A maioria é pequena, mas nenhum está totalmente desprotegido.
Quantos são e por que as listas variam
Não existe uma contagem oficial única. A lista mais aceita reúne 21 Estados soberanos, sem contar territórios como Bermudas e Guam, cuja defesa cabe a outro país.
As diferenças aparecem nos casos de fronteira. O Vaticano tem a Guarda Suíça, e San Marino mantém pequenos corpos militares cerimoniais. Dependendo do critério, um ou outro entra na lista.
Já o Haiti, que aparece em muitas listas antigas, não deveria estar nelas. O país dissolveu as Forças Armadas em 1995, mas as recriou em 2017.
Os que decidiram abolir o exército
Alguns países tinham Forças Armadas e escolheram acabar com elas:
- Costa Rica: sem exército desde 1948. A Força Pública, uma polícia nacional, cuida da segurança interna.
- Panamá: aboliu o exército em 1990, depois da invasão americana, e confirmou a decisão na Constituição em 1994. Hoje conta com polícia e serviços de fronteira e de vigilância aérea e naval.
- Liechtenstein: extinguiu o exército em 1868, por considerá-lo caro demais.
- Granada: está sem forças armadas desde 1983, quando o exército foi desfeito após a invasão liderada pelos EUA.
A Constituição da Costa Rica, porém, deixa uma porta aberta: o país pode organizar forças militares para defesa nacional ou por acordo internacional.
Os que contam com aliados
Muitos países pequenos nunca criaram um exército e confiam a defesa a parceiros mais fortes:
- Islândia: é o único membro da OTAN sem forças armadas. Mantém uma guarda costeira robusta e tem acordo de defesa com os EUA desde 1951.
- Andorra: um tratado de 1993 entrega a defesa à Espanha e à França.
- Mônaco: a França é responsável pela defesa do principado, que mantém apenas uma pequena guarda do príncipe.
- Vaticano: não tem tratado formal com a Itália, para preservar a neutralidade, mas na prática conta com a proteção italiana.
- Micronésia, Ilhas Marshall e Palau: dependem dos EUA por um acordo chamado Pacto de Livre Associação.
- Tuvalu, Nauru, Kiribati e Samoa: contam com Austrália ou Nova Zelândia, por tratados formais ou acordos informais.
Os que dividem a segurança com os vizinhos

No Caribe, Dominica, Granada, Santa Lúcia e São Vicente e Granadinas fazem parte do Sistema de Segurança Regional. O pacto, criado em 1982, reúne países da região que se ajudam em crises, no combate ao tráfico e em desastres naturais.
Já Maurício, Vanuatu e Ilhas Salomão não têm exército, mas mantêm unidades policiais com treinamento paramilitar e guardas costeiras para patrulhar o mar.
O que esses países têm em comum
A maioria é pequena, insular ou cercada por vizinhos maiores e amigáveis. Para eles, manter tanques e soldados seria caro e pouco útil diante de potências muito mais fortes.
No lugar das armas, apostam em alianças, diplomacia e forças policiais. Isso não os livra de ameaças, mas mostra que a segurança de um país pode ser construída de mais de uma forma.
FONTES: https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_sovereign_states_without_armed_forces
LEIA TAMBÉM
Proudly powered by WordPress



